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Event 

Title:
GEA - (Grupo de Estudos sobre o Amor - Campinas)
When:
07.11.2011 - 07.11.2011
Where:
GEA -
Categoria:
GEA

Description

O GEA é um grupo que se reúne há onze anos com o objetivo de expandir e promover o amor entre todas as pessoas e sociedades, sem distinção de características ou níveis. Tem como orientador cientifico o médico psicanalista Joaquim Zailton Motta.

No dia 07 de novembro para celebrar seus 11 anos de existência o GEA promoveu um evento na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas.

Para falar do amor, em uma palestra recheada de músicas e reflexões o convidado foi Cícero Edno em “Cantando o Amor”.

Abaixo você pode ler um texto de Cícero Edno e saber quais as músicas escolhidas e cantadas por ele para falar de Amor.

Músicas:

1.    Tocando em frente /Almir Sater

Para refletir sobre a vida e necessário se afastar da própria vida e olhar para ela como expectador.

2.    Coisas que eu sei / Danni Carlos

Amar é ver, ver é amar. Vejo o que amo e amo o que vejo. Ex: A mulher sempre reclama dos erros do marido, mas nunca fala dos acertos, para ele, significa que ela não vê os acertos.

3.    Quando gira o mundo / Fábio Junior – Compositor: Rosa Giron. Versão: Cláudio Rabello

Antes de aceitar o outro eu preciso conhecer o outro.

4.    Andar a pé / Renato Teixeira

Se eu começo a correr as coisas correm de mim.


5.    Idade do céu / Simone – Compositor: Paulinho Moska e Jorge Drexler

O ritmo da vida é o ritmo que você impõe a ela.

6.    Exagerado / Arnaldo Antunes. Compositor: Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni

A expectativa é sempre maior do que a realidade.

7.     Meu erro / Henrique Cerqueira

Só reconhecemos no outro aquilo que reconhecemos em nós. Sempre esperamos do outro, um pouco mais do que ele faz.

8.    Só vou gostar de quem gosta de mim /Caetano Veloso. Compositor: Rossini Pinto.

Expectativa é sonho, desejo é real.

9.    Tudo bem / Lulu Santos

90% das doenças que temos é porque deixamos de amar.

10.   La barca / Luis Miguel

Coordenações consensuais de conduta = linguagem = cultura.

11.    Alegoria do abismo

Aquele que se diz humilhado é aquele que permitiu, através da autorização, mesmo que inconsciente, que o outro o humilhasse.

12.    Cabecinha no ombro / Nalva Aguiar. Compositor: Paulo Borges

Choramos quando nos faltam as palavras.

13.    Sangue Latino / Ney Matogrosso. Compositor: João Ricardo e Paulinho Mendonça.

Quando escrevemos pensamos duas vezes.

14. Smile / Nat King Cole. Compositor: Charles Chaplin

Cada ponto de vista é a vista de um ponto. Leonardo Boff.

15.     Conselho

O acerto não ensina nada, só aprendemos com o erro. Rubem Alves.

16.    Amor I Love You / Marisa Monte. Compositor: João Higino Filho

Só olhamos e vemos com os olhos que temos.

Texto:

Alegoria do abismo

Essa historia me lembra a ligação que há entre traição e o perdão, pois parece quase impossível falar de um sem falar do outro. E pensar nessa relação sempre me traz uma imagem, com a qual eu tento explicar e me explicar o amor.

Tentem imaginar um precipício, no qual queremos olhar lá em baixo, mas no qual não queremos cair e para isso, por vezes, usamos de pequenos e vários relacionamentos, que temos em nossa vida. Seguramos na mão dos parceiros ou das parceiras e damos uma rápida espiada no precipício.

Mas num determinado dia, que nunca sabemos quando é, encontramos alguém diferente, alguém em quem queremos confiar mais. E essa pessoa, por sua vez, quer que confiemos nela também. Para essa pessoa queremos dar a mão bem forte, então, nos sentindo, com ela, confiantes, para projetar, quase que o corpo todo no precipício.

Mas acontece, às vezes, não em poucas, que essa, justamente essa, pessoa solta a nossa mão e então caímos no precipício.

A maioria de nós não morre nessa queda. Recolhemos nossas lagrimas, nossas chagas e subimos, com pesar, de volta ao alto do monte.

Lá em cima, nova e inevitavelmente, encontramos a pessoa, aquela a quem confiamos nossa mão, toda ela.

A pessoa nos fala de perdão, enquanto ainda escutamos os ecos da traição da confiança depositada, sentimos, sem poder negá-las, as feridas, provenientes da queda, da mão, da mão que se soltou.

“Quando não senti sua mão, não queria acreditar, mas, rapidamente, reuni forças para olhar pra trás, queria ver seu rosto naquele momento, queria ver bem, para não esquecer. Não esqueci”.

A pessoa, sem jeito, não teria o que falar, ao que nós nos adiantaríamos dizendo: (talvez não no ontem, mas sim a partir daquele dia e depois de dividirmos essa experiência, falaríamos assim).

“Eu perdôo, sinceramente, tem meu perdão, mas não espere mais pela minha mão, pois ela eu não posso mais lhe ofertar, é impossível, o que estou lhe oferecendo é meu perdão, mas a minha confiança, talvez eu nunca mais possa lhe dar”.

 

Marta Pegorelli

Joaquim Zailton Motta

Fotos: José Henrique Almeida Marques

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Venue

Venue:
GEA

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