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Escrito por Bia Lancha   

 

É preciso ter fibra para buscar um ideal, sem perder a feminilidade

Algumas mulheres imaginam que para ser feliz basta somente ascender social e profissionalmente e ter um bom salário. Porém, não são apenas esses fatores que satisfazem as mulheres atuais. Elas também necessitam abraçar a família, amar, chorar, entregar-se a paixões e ideais, melhorar sua autoestima, além de enfrentar os desafios diários, tudo isso sem perder a feminilidade. A jornalista e comunicadora Maria Cândida – depois de viajar por países como África do Sul, Filipinas, Vietnã, Tailândia, França, Holanda, Finlândia, Lituânia, Peru, Estados Unidos, México e Brasil – selecionou, dentre 144 entrevistas, 50 histórias de mulheres que lhe marcaram, fazendo um retrato da mulher moderna e perseverante em seu livro Mulheres que brilham.

O livro apresenta o perfil de mulheres que têm um atributo especial que as tornam diferentes, como a história de uma médica sul-africana, que, sozinha, abriu dois orfanatos; a conversa divertidíssima com uma motorista da Finlândia; a da velhinha vietnamita, que dançava para Ho Chi Minh; dentre muitas outras.

“As mulheres, que vivem seu papel intensamente no mundo atual, têm características parecidas no mundo todo. Trabalham, querem ter sua independência financeira e não depender só do marido. Elas têm poucos filhos ou nenhum. Lutam por sua liberdade como ser humano, mas são muito carentes e a maioria ainda procura um companheiro”, observou Maria Cândida, depois de viajar por vários países.

Com base nas 144 mulheres entrevistadas e usando também sua percepção, a autora salienta que “grande parte delas ainda está no processo de consolidação da autoestima, que está arranhada devido aos anos e anos de dependência masculina. Mas esse processo está bem avançado. A independência só será concretizada à medida que exista estabilidade financeira. Portanto, a mulher deve trabalhar e ter seu dinheiro para se sentir forte como ser humano. As mulheres que já atingiram a independência financeira e já lidam bem com a autoestima, precisam agora trabalhar a presença do companheiro. Ainda existe um hiato entre as grandes executivas, sem tempo para nada, e a família”.

A ideia do livro surgiu quando Maria Cândida – que atualmente trabalha na RedeTV e já passou pelas principais emissoras de TV do Brasil, além da norte-americana CNN – apresentava o programa 12 Mulheres, na TV Record, que foi ao ar de outubro a dezembro de 2009. No livro, ela pôde registrar com mais detalhes a cultura, o sentimento, o drama e o humor de mulheres de diferentes locais, mas que têm o mesmo objetivo: ser feliz.



 

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